Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 06/10/2021
Em 1969, houve o surgimento da internet, a qual foi criada com o objetivo de unir laboratórios de pesquisa. Entretanto, com o passar dos anos, esse mecanismo sofreu diversas mudanças. Dessa forma, essa rede é utilizada com muitos propósitos, como para a telemedicina, que usa a tecnologia para realizar atendimentos e tratamentos médicos. Todavia, as pessoas que não possuem acesso à internet não conseguem usufruir desse projeto e existe uma falta de contato presencial.
Nesse sentido, não há uma democratização da rede digital no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 12 milhões de cidadãos não possuem internet. Desse modo, como a telemedicina ocorre por meios tecnológicos, muitos indivíduos não conseguem ter acesso a esse projeto. Esse quadro sucede, pois as pessoas vivenciam um impasse na situação financeira, o que faz elas terem outras necessidades mais relevantes que obterem internet. Em vista disso, a desigualdade social gera uma adversidade na acessibilidade desse programa.
Outrossim, a telemedicina apresenta dificuldades causadas pela não interação presencial, por exemplo, desafios para verificação da situação real do paciente e falta de toque. Com isso, não existe uma grande eficácia desse projeto. Além disso, há uma maior dispersão por parte do profissional e do indivíduo atendido, pelo fato de poder não haver um ambiente propício, atenção voltada para as redes sociais e instabilidades de conexão. Dessarte, mesmo com o meio tecnológico criado em 1969, esse programa possui problemas que fazem ele não deter de uma implementação completa.
Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar essas situações. Logo, cabe ao Ministério da Comunicação e da Saúde, órgãos responsáveis pelas áreas, a tarefa de realizar projetos com as pessoas que não possuem internet, por meio da disponibilização desse mecanismo para os indivíduos que provarem receber menos que dois salários mínimos, à vista de que esses possam ter acessibilidade a telemedicina. Ademais, compete à mídia televisiva o dever de fazer campanhas sobre como ter uma consulta virtual com eficiência, nos programas de horário nobre para ter um maior alcance, por intermédio da participação de profissionais no assunto, que relatarão dicas sobre essa proposta tecnológica e a necessidade de ter pelo menos um atendimento presencial, com o fito de que as pessoas detenham de uma melhor experiência e esse meio tenha mais eficácia.