Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 13/10/2021
A terceira Revolução Industrial proporcionou o advento das tecnologias e dos meios eletrônicos, o que alterou as mais variadas formas de relações sociais, inclusive os atendimentos médicos. Hodiernamente, a telemedicina é uma adaptação tecnológica ascendente que permite aos pacientes maior comodidade e menor perda de tempo. No entanto, esse recurso digital não é acessível a todas as camadas sociais. Isso ocorre seja pela discrepância econômica vigente no país, seja pela imobilidade do povo. Dessa forma, é necessário que essa chaga seja resolvida, a fim de que as inovações proporcionadas pela Revolução Industrial seja democratizada.
Sob essa perspectiva, é válido citar que a desigualdade social observada no país brasílico é um fator que agrava a precariedade de acesso aos meios eletrônicos. Segundo a filósofa Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Assim, infere-se que as diferenças das classes econômicas tornou-se tão notória que o povo habitou-se a elas. Esse fato pode ser observado na pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o qual afirma que “O Brasil é o nono país mais desigual do mundo”. Diante disso, é evidente o vínculo entre a naturalização do fenômeno desigual financeiro e a dificuldade de implementar a telemedicina na nação brasiliana. Desse modo, é imprescindível que, para a refutação da filósofa, essa problemática seja revertida.
Ademais, a falta de ação dos civis brasileiros colabora para a intensificação do quadro discrepante analisado. Conforme o livro “Cidadãos de papel”, do escritor Gilberto Dimenstein, a cidadania prevista na lei encontra-se inerte ao papel, visto que os habitantes não a colocam em prática. Esse resumo permite concluir que a população não luta pelos seus direitos, e, por consequência, os problemas financeiros perpetuam-se ao longo dos anos. Isso pode ser comprovado na frase proferida pelo autor Lima Barreto, o qual afirma que “O Brasil não tem povo, tem público.” Dessa maneira, a imobilidade social é um fator agravante das desigualdades econômicas e tecnológicas, o que contribui para a dificultar a democratização da telemedicina no brasil. Consequentemente, esse panorama urge ser solucionado para que o conceito dos escritores seja contestado.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para solucionar a problemática desigual em questão. Logo, o Ministério do Trabalho deve qualificar os funcionários, por intermérdio de cursos profissionalizantes financiados pelas empresas, a fim de que esses sejam reconhecidos e remunerados de forma digna. Esses cursos serão realizados semestralmente e monitorados pelos agentes federais para que ocorram de forma correta. Por conseguinte, a população adquirá maior poder de compra e inserção no mundo tecnológico, o que garantirá menor desigualdade social e acesso à telemedicina.