Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 19/10/2021
A telemedicina é a prática que busca disponibilizar serviços médicos à distância, utilizando meios como ligações telefônicas, videochamadas ou mensagens de texto. Sob o contexto da pandemia do Corona Vírus, essa atividade tornou-se mais comum, evitando que os cidadãos circulem na rua sem ser extremamente necessário. Nesse sentido, deve-se entender como a área da telessaúde ainda está evoluindo e não substitui a medicina convencional, sendo, no entanto, um recurso útil para a sociedade. Logo, é primordial que o setor receba o devido investimento para se consagrar no Brasil.
Em primeiro plano, é cabível ressaltar os desafios existentes na medicina praticada com auxílio dos meios de comunicação. Desse modo, pode-se pensar em uma passagem do “Diário de Anne Frank”, na qual a autora relata que, em um atendimento médico por telefone, o paciente dizia “ah!” (esticar a língua para mostrar a garganta) para receber sua receita. Assim, mesmo que a área tenha evoluído desde os anos 1940, é coerente lembrar que ainda não equivale a uma consulta convencional, possuindo diversos desafios que merecem atenção dos órgãos responsáveis. Sob esse viés, é necessário pensar em formas de aprimorar a telemedicina no Brasil, principalmente o seu acesso, que deverá ser igualitário à população brasileira, por se tratar de um recurso útil para a saúde humana.
Em contraponto, a telessaúde também traz diversas vantagens que podem ser exploradas na era digital. Dessa maneira, a frase de Sócrates, “saúde não é tudo, mas tudo é nada sem saúde”, traz a visão do filósofo acerca da relevância do bem-estar na vida do indivíduo. Portanto, a função da telemedicina como instrumento de triagem para casos mais graves e sua grande utilidade em certos setores médicos (como a psicologia) faz com que buscar sua evolução seja mister. Além disso, a praticidade do atendimento virtual é especialmente favorável para os idosos, deficientes e pessoas com mobilidade reduzida, cidadãos que devem ter sua integridade protegida pelo Estado. Em síntese, é de interesse governamental assegurar o direito da saúde utilizando da telemedicina como alternativa.
Diante do exposto, caminhos para garantir a adequada implementação da telessaúde no Brasil devem ser elaborados. Destarte, caberá ao poder público direcionar verbas para o Ministério da Saúde, responsável pela saúde e bem-estar do povo, para que a telemedicina configure mais largamente como serviço do Sistema Único de Saúde. Por meio de consultas telefônicas, videochamadas e um aplicativo próprio do SUS, será possível atender de forma igualitária todos os brasileiros, encaminhando-os ou não para consultas presenciais. Por fim, com a aplicação justa e coerente da prática supracitada, será possível tornar o país verde-amarelo mais saudável, pois, como disse Sócrates, tudo é nada sem saúde.