Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 25/06/2022

A pandemia de COVID-19 obrigou grande parte da população a ficar restrita em domicílio para evitar a transmissão do vírus SARS COV-2. Nesse contexto, a telemedicina-serviço de saúde a distância- propagou-se pelo mundo e proporcionou assistência à milhares de família. Contudo, esse serviço ainda apresenta desafios para sua implementação no Brasil. Diante disso, cabe analisar as chagas relacionadas a essa questão, as quais são: qualidade e acessibilidade a fim de melhorar a telemedicina.

Nesse viés, é relevante ressaltar como a relação paciente e médico pode ser lesada. Isso porque, apesar de assegurado pelo juramento de hipócrites que o enfermo terá sempre o melhor atendimento possível, a telemedicina não permite o contato físico. Assim, o paciente não é assistido plenamente e pode ter seu prognóstico afetado. Um exemplo disso é que através das telas o doutor não pode medir a pressão arterial. Desse modo, fica claro como a qualidade da consulta pode ser prejudicada.

Além disso,outro ponto a destacar-se é a disparidade de aceso à internet. Segundo o filosofo frances Pierre Levy, toda nova tecnologia cria seus novos excluídos. Sob essa óptica, a telemedicina exclui os que não podem ter computadores e celulares. Nesse contexto, além da exclusão, ocorre o desamparo, pois essa parcela da população fica mais suscetível a não ter a oportunidade de consultar-se com profissionais capacitados em qualquer lugar. Dessa forma, a discrepância de oportunidades afeta negativamente a saúde.

Portanto, é imperioso que mudanças sejam feitas. Isso posto, cabe ao Ministério da Saúde, por esse órgão ser responsável pelo bem-estar da população, conscientizar os médicos a explicarem os limites da telemedicina.Essa ação pode ser feita por meio de aulas- que podem contar, por exemplo,com advogados explicando seus deveres como doutor-para que todos sejam bem atendidos. Ademais, o Ministério da Cidadania deve proporcionar acesso à telemedicina para todos através de campanhas de distribuição de computadores a fim de igualidade de atendimento. Com essas medidas, a telemedicina, a qual teve um grande papel na COVID-19, continuará auxiliando as pessoas.