Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 16/01/2022

“O bom médico trata as doenças, mas o grande médico trata o paciente”. Esse lema modernista, formulado por William Osler - ícone da medicina moderna - inspirou o modo de distinguir a verdadeira essência da medicina no mundo contemporâneo introduzidas através da disponibilidade de serviços à distância para o cuidado com a saúde. No entanto, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese ao modo como se interage essa essência médica, uma vez que a implementação da telemedicina no Brasil - grande debate a ser enfrentado pela população - resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Desse modo, não só à falta de apoio estatal, como também à falta de abertura ao novo da população - reflexo do comodismo - solidificam tal mazela.

A princípio, é interessante pontuar que à falta de apoio estatal é uma das causas do problema no país. Isso porque, como afirmou Machado de Assis em seu livro, “O alienista”, a legislação é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria subintende interesses políticos e ambiciosos por meio de críticas sociais e análise psicológicas das personagens datadas como loucas. Nesse sentido, imagina-se que a implementação da telemedicina no Brasil auxilia no manejo de acesso a consultas médicas diante do comodismo inerente ao âmbito social. No entanto, infelizmente, o Estado não atua em defesa do ponto de vista coletivo previsto socialmente, já que grande parte da sociedade ainda sofre com essa paridade. Esse sofrimento ocorre devido à falta de apoio estatal, bem como acesso à saúde dentre os meios de telecomunicações. Logo, é inadmissível a perpetuação dessa mazela em meio a sociedade.

Além disso, a problemática encontra terra fértil no comodismo social e na falta de abertura ao novo. Isso é devido ao fato de que mediante a segurança estabelecida pela população em atendimentos presenciais acaba por provocar um receio dentre as consultas virtuais, o que gera, por conseguinte um acúmulo de atitudes egocêntricas em relação aos profissionais da saúde. Nessa perspectiva, é valido inferir o conceito de William Osler pois, um médico que trata o paciente de forma empática garante assim uma maior confiança e, posteriormente, consegue eclodir a implementação da telemedicina.  Assim, é de suma importância inibir esse empecilho da sociedade acometida pelo comodismo.

Portanto, são necessárias medidas capazes de resolver o debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Governo, com apoio da Organização Mundial da Saúde - por intermédio de campanhas nas redes midiáticas que viabilizem a ampliação de consultas virtuais - promova a ampliação de estratégias no acesso de telecomunicações com o entuito de inibir o comodismo social, a fim de alcançar uma maior confiança por parte da população. Assim, será consolidada uma sociedade em que a relação médico-paciente se complementem virtualmente.