Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 11/10/2022
A pandemia do coronavírus, iniciada no fim de 2019, propagou novos métodos de melhoria do acesso à saúde, sendo a telemedicina uma forma de consulta virtual para casos mais acessíveis para tratamento à distância. Assim, a facilidade de resolução de doenças por profissionais via online surgiu como uma eficaz alternativa, mas a grande exposição do paciente e o vago contato social são perpicácias a serem debatidas.
Em primeiro lugar, a Constituição Federal de 1988 garante à todos os cidadãos o direito da promoção à saúde de qualidade, no qual a telemedicina abrange a capacidade de atendimento de consultas, por meio da posse de internet. Por conseguinte, segundo a Saúde Digital Brasil (SDB), 75 mil pessoas foram salvas pelo uso de orientação médica virtual entre 2020 e 2021. Com isso, com o atual mundo globalizado e dinâmico, o serviço médico online contribui para a eficácia de uma parcela da saúde pública e privada no Brasil.
Ademais, a falta de segurança cibernética e a deterioração das relações físicas sociais é um fator preocupante para a propagação da telemedicina, pois o vazamento de informações e criação de laços online não é algo incomum. Com esse viés, o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro " Modernidade Líquida", define a tecnologia como vertente de produzir relações vazias entre os indivíduos, além dos riscos da saúde emocional dos mesmos. Portanto, o avanço da telemedicina de forma demaseada e insegura é um fato a ser analisado pelos pacientes que aderem tal modalidade de serviço.
Sendo assim, o Ministério da Saúde deve promover campanhas de reflexão sobre a telemedicina, como os seus benefícios e malefícios, por meio das mídias digitais e locais de atendimento voltado a saúde, a fim de gerar o melhor poder de decisão do qual o paciente julgar ser o mais eficaz, prático e seguro.