Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 04/11/2020

Diante a pandemia da COVID-19, durante o ano 2020, foi ressaltada a importância dos grandes meios de comunicação, principalmente a internet. Com o distanciamento social sendo a nova norma social do país, a grande maioria das universidades brasileiras tiveram que migrar para o EAD (educação a distância), consequentemente levantando debates sobre a eficácia dessa categoria estudantil e os seus visíveis problemas.

Primeiramente, é notável que a qualidade do ensino superior a distância está diretamente ligada à UX (experiência do usuário em aplicativos) dos docentes e alunos, já que ela molda diretamente a forma como o conteúdo online é aproveitado. Existem diversos padrões de interface gráfica na indústria dos aplicativos que visam maiores índices de aproveitamento e retenção por pessoa, seguidos principalmente por grandes empresas de tecnologia como Google e Facebook, e ainda assim não são parte dos requisitos obrigatórios pelo MEC para que uma universidade possa oferecer cursos superiores de EAD.

Por consequência, muitos alunos podem ser afastados do ensino a distância pelas dificuldades geradas da falta de boas práticas de UX. Afinal, mesmo com um crescimento exponencial, a modalidade tem enfrentado problemas de retenção; o Censo EAD, da Associação Brasileira de Educação a Distância, registrou que as taxas de evasão em cursos superiores inteiramente online chegavam a 50%.

Destarte, é importante notar que os padrões da indústria digital precisam ser implementados nas universidades a distância brasileiras, tornando papel do Governo Federal, através do Ministério da Educação, adicionar altos padrões de interface gráfica e aplicação como um dos requisitos necessários para a oferta de cursos superiores de modalidade a distancia, visando que cada instituição crie aplicativos práticos e eficientes, aumentando a retenção e eficiência desse método de ensino que se mostra cada vez mais necessário.