Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 06/11/2020
Facilidade de acesso, redução de custos, economia de tempo. Esses são alguns dos principais benefícios proporcionados pela Educação a Distância (EAD). No entanto, embora ofereça maiores oportunidades de acesso e flexibilidade para estudo, na realidade brasileira, o ensino superior ead se mostra com déficit de qualidade.
Nesse sentido, analisar os principais impasses que cerceiam essa modalidade de educação, assim como as ações necessárias para superá-los é medida que se faz imediata.
Deve-se pontuar, de início, que a educação a distância surgiu da necessidade das instituições de ensino superior atenderem as novas demandas da sociedade contemporânea, caracterizada, sobretudo, pelo contato constante com tecnologias e com o tempo disponível para estudo reduzido. Sobre isso, Charles Darwin, naturalista inglês, na sua teoria da evolução afirma que “os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados”. Desse modo, as instituições de ensino superior tiveram que adaptar-se a nova realidade educacional para permanecerem no mercado.
Ademais, é imperativo ressaltar que, embora traga ao aluno facilidades, o ensino superior a distância brasileiro não apresenta nível de qualidade ideal, uma vez que, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os resultados das avaliações do ensino superior mostram que os estudantes que se formam em cursos a distância têm desempenho inferior aos estudantes dos cursos presenciais.
Diante disso, nota-se a necessidade de medidas para reverter esse cenário. Para isso, o Governo Federal, através da Secretaria de Educação deve criar medidas de credenciamento e avaliação mais rígidas. Assim, as instituições de ensino superior oferecerão educação a distância que atenda o aluno no quesito qualidade.