Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 06/11/2020

No Brasil, o decreto n°9057 de 2017 flexibiliza o ensino superior a distância, como forma de democratizar o acesso à educação. No entanto, a qualidade não tem acompanhado a velocidade desse crescimento. Nesse contexto, o ensino abaixo do padrão oferecido pelas instituições e o ambiente inapropriado para o docente, apresentam-se como entraves para consolidar o novo modelo didático.

Primeiramente, é necessário ressaltar que a prioridade da maioria das instituições de ensino é o capital. A esse respeito, Karl Marx estava certo quanto citava os problemas gerados pelo capitalismo à sociedade, pois a busca incessante por lucro deixa a educação para segundo plano, ocultando um direito assegurado pela constituição desde de 1988. Dessa forma, enquanto o ensino não for primazia, a realidade dos brasileiros é preocupante.

Ademais, outro fator responsável pelo baixo nível do EAD (ensino a distância), é o ambiente desfavorável para o aluno. Sem dúvidas, as distrações do espaço comprometem a eficácia da aprendizagem, segundo um estudo realizado pelo MEC ( Ministério da educação), entre os que concluíram o curso a distância, 75% estão abaixo da pontuação 50 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Desse modo é imprescindível a mudança dessa conjuntura.

Fica evidente, portanto, a necessidade de aprimorar o EAD. Urge que o Ministério da educação estabeleça regras mais sólidas, como solicitar professores qualificados e desenvoltos diante das tecnologias, como também uma maior fiscalização dessas normas, a fim de melhorar a condição do ensino a distância. Assim, a democratização de uma melhor educação e mais justa será realidade no Brasil.