Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 05/11/2020
Com a pandemia da COVID-19, no ano de 2020, muitas faculdades tiveram de optar pelo ensino a distância. Ainda assim, no Brasil, diversos conselhos trabalhistas, como os de Arquitetura e Odontologia, se colocam contra a contratação de funcionários formados pela modalidade, levantando debates sobre a qualidade do ensino superior EAD no país.
Primeiramente, é importante notar que cursos superiores a distância precisam cumprir padrões de qualidade estabelecidos pelo MEC, tais quais buscam garantir uma formação completa e íntegra ao estudante. Ademais, universidades a distância têm se mostrado eficiente em formar empregados com capacidade de autogestão, o diretor da Catho Educação, Cristóvão Loureiro, vai defender que organização, foco e disciplina são algumas das características dos estudantes EAD.
Além disso, a capacidade de exercer serviços remotamente dada pelo ensino superior EAD pode vir a se tornar um diferencial nos próximos anos, afinal, a tendência do mercado de trabalho é que muitas empresas mantenham o modelo home-office (escritório dentro de casa) após a pandemia do Coronavirus, isto é, de acordo com levantamento do jornal Valor Econômico.
Desta maneira, é visível o valor apresentado pelo ensino superior a distância, sendo papel do Governo Federal, através do Ministério da Economia, criar incentivos econômicos, como isenções fiscais, para empresas que buscarem contratar funcionários formados remotamente, visando incentivar a integração desses estudantes no mercado de trabalho e ajudando assim o desenvolvimento do país.