Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 07/11/2020
Segundo Paulo Freire, " a educação é imprescindível à sociedade, pois a partir dela os conflitos sociais possuem resolução". Contudo, na contemporaneidade, o pensamento freiriano é deturpado por princípios teóricos relacionados à qualidade do EAD( ensino a distância) superior tornando adverso no Brasil, já que não há a formação adequada de profissionais. Desse modo, evidencia-se que o excesso produtivo ocasionado pelas profissões, em conjunto a precária orientação trabalhalhista a alunos tornam-se problemáticas no que tange ao EAD no país.
Em primeiro plano, constata-se que percorre a necessidade de auto empreendedorismo - devido ao atual mercado de trabalho -, o qual exige demasiadamente do indivíduo, o que contribui para que a educação, por meio do EAD, transfigura-se em sub produto da vida profissional, posto que não ocorre, durante o período de formação, muitas vezes, altos ganhos econômicos de maneira imediata na profissão. Isso é retratado pelo filósofo Byung Chul-Han, no livro “Sociedade do Cansaço”, o qual o pensador descreve o contexto tecnológico e trabalhista da sociedade contemporânea, apontando o exacerbado esforço requerido no mercado profissional e, assim, forçando o sujeito a adequar-se, mesmo que sua saúde seja prejudicada. Seguindo essa linha de pensamento, o formato de ensino superior a distância torna-se apto a ser utilizado como meio de adquirir, não a qualidade educativa, mas como objeto que intensifique o currículo profissional, levando a um omisso conhecimento e, posteriormente, afetando uma coletividade que será auxiliada por esse trabalhador. Portanto, a necessidade de produção intensa afeta o EAD superior, juntamente ao meio coletivo.
Ademais, a orientação no ensino superior tem por objetivo auxiliar o estudante em objetivos, seja educacionais, seja profissionais. No entanto, observa-se que o EAD do ensino superior é ineficaz nesse âmbito, uma vez que a omissão do contato físico, o qual é pouco difundido pelas escolas de ensino a distância, impede a socialização necessário ao aluno, o qual, devido à falta de orientação, negligencia pendências educacionais durante sua formação, o que reforça, futuramente, a precariedade trabalhista no país. Nesse sentido, verifica-se que princípios aristotélicos são contrariados, pois o filósofo dialogava o sentido de formação educacional, a qual tinha por objetivo assegurar indivíduos de modo que tragam benefício à comunidade, o que não ocorre no EAD superior.
Portanto, é crucial que o Ministério da Educação e governos estaduais, por meio de tributos, criem programas de assistência educacional a distância destinadas ao ensino superior a partir de incentivo fiscais - principalmente na disponibilização de atendimento e incremento educacional a estudantes como livros, por exemplo. Logo, tendo por objetivo garantir a teoria freiriana no Brasil.