Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 06/11/2020

Globalização. Transformação. Internet. Velocidade. Esses termos representam a Era Digital, um período em que os intercâmbios sociais estão em constante mutabilidade, revelando sua liquidez contemporânea. Adentrando essa volatilidade, o ensino superior a distância tem ganhado destaque e novas formas de disseminação de informações confiáveis tem sido necessária. Questiona-se, então, os impactos causados em relação a democratização do acesso nesse meio e a redução na qualidade ofertada.

Em análise, a modalidade Educação a Distância no Brasil permite a interação não física entre professores e alunos, de modo que os educandos tenham flexibilidade e facilidade no acesso ao nível superior. No entanto, indaga-se se essa é a realidade. Para Pierre Lévy, toda nova tecnologia cria seus excluídos. Dessa forma, devido às exigências de uma infraestrutura tecnológica- física adequada para ministrar e assistir as aulas, da necessidade de preparação prévia dos professores e adaptação dos alunos, esse método torna-se excludente e menos democrático.

Nessa perspectiva, devido aos desafios encontrados na acessibilidade, a qualidade dos serviços oferecidos é intimamente influenciada. Segundo Quincas Borba em sua Teoria do Humanitismo, ao vencido o ódio ou a compaixão e ao vencedor, às batatas. Assim, enquanto no modelo presencial, a vencedora, as estruturas de ensino estão mais sólidas, o investimento em novas práticas pedagógicas-tecnológicas é superior e há maior interação humana, à distância, apresenta instabilidade e é remetida à vencida. Logo, fica clara a seleção natural entre um grupo e outro.

Percebe-se, através dos apontamentos, a urgência na reestruturação do modo a distância. Para isso, os setores privados de ensino, em parceria com o Ministério da Educação, deve, através de investimentos e planejamento, reestruturar a grade curricular dos alunos de modo que haja maior integração entre educandos e a instituição, possibilitando que os espaços virtual e físico ofertem educação de qualidade, inovação e acessibilidade, a fim de tornar o ambiente mais democrático e inclusivo.