Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 07/11/2020

Conforme a organização “Todos pela Educação”, 75% dos estudantes que realizaram o curso EAD (Ensino à Distância) e fizeram o Enade (Exame Nacional de Desempenho de estudantes) estão com uma pontuação abaixo de 50 (entre 0 a 100), e o mesmo índice é de 65% entre os estudantes que concluíram o curso presencialmente. Nesse contexto, é possível questionar a qualidade do ensino superior a distância no Brasil. Desse Modo, torna-se evidente problemas como à falta de debate e à falta de infraestrutura nessa espécie de ensino.

Primeiramente, é preciso salientar que a falta de debate é causa latente do problema. Segundo Immanuel Kant, “o indivíduo deve agir segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal”. Assim, é viável abordar que a qualidade do Ensino à distância, principalmente ao se tratar do superior, é pouco comentada e discutida, uma vez que, conforme a pesquisa da organização Todos pela Educação, o ensino online é parcamente requisitado. Dessa maneira, a resolução da problemática se torna mais complexa e ocorre o oposto do dito por Kant, ao invés de uma transformação, acontece uma estagnação em relação a qualidade do ensino superior online no Brasil.

Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é a falta de infraestrutura no ensino online superior. De acordo com Marshall McLuhan, “os homens criam as ferramentas e as ferramentas recriam os homens”. Entretanto, pode-se afirmar que as ferramentas criadas e voltadas ao ensino superior a distância nem sempre apresentam eficiência, e contribuem para a menor qualidade do EAD. Isso é exemplificado na falta de soluções em casos de emergência, do aluno ou do professor, como  a falta de luz repentina, assim como no Estado do Amapá que, no início de Novembro, vivenciou falta de energia elétrica. Nessa perspectiva, o estudo pode ser prontamente prejudicado a qualquer momento.

Diante disso, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, o Ministério da Educação deveria promover, por meio de um site, uma enquete, para professores e alunos do ensino superior, a respeito das melhorias que poderiam ser realizadas no EAD. Com o propósito de fornecer uma maior repercussão sobre o tema e tentar buscar soluções com base nos resultados da enquete. Ademais, as próprias faculdades deveriam fornecer aulas extras aos alunos os quais sofreram com problemas na internet, por exemplo, e não conseguiram assistir as aulas ou compreender de forma clara a matéria. Dessa forma, o curso superior a distância terá sua qualidade aumentada e poderá prover uma ótima formação aos futuros profissionais brasileiros.