Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 08/11/2020
A Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução - Técnico Científica, compreende o momento de maior avanço tecnológico, transformando as relações sociais e econômicas da sociedade. Embora a realidade hodierna apresente contorno específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão da falta de qualidade do ensino superior a distância no Brasil, dado que, o corpo social, apesar de evoluir tecnologicamente, com novas práticas didáticas, demonstra problemas nos sistemas de ensino a distância (EAD). Dessa forma, em razão da insuficiência legislativa e da base educacional lacunar, emerge um impasse complexo, que precisa ser revertido.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a base educacional lacunar. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva se há um problema social, há como base a falta de um ensino adequado aos estudantes. No que tange a essa questão, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que as instituições que oferecem ensino de graduação EAD, não tem cumprido com seu papel na aprendizagem dos estudantes, não contribuindo educacionalmente com conteúdos e vivências às salas de aula online, que atuem na capacitação profissional do universitário, o que dificulta a resolução desse problema.
Outrossim, a deficiência de leis ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Maquiavel defendeu que “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes.” A perspectiva do filósofo aponta para uma falha muito comum das sociedades: acreditar que a criação da lei em si pode resolver problemas complexos, como a questão da má qualidade do ensino superior a distância. Assim, o que verifica-se é uma insuficiência da legislação, pois, apesar do Brasil dispor de leis que controlem a qualidade dos cursos de graduação EAD - como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação - há ainda um desempenho má qualificado no modelo não presencial em relação ao presencial, segundo avaliações realizadas pelo MEC, o que acaba por agravar ainda mais essa questão.
Logo, indubitavelmente, medidas são necessária para resolver esse problema. Sendo assim, é essencial que as instituições de ensino superior EAD, em parceria com o MEC (ministério da educação), promova, para os estudantes desse sistema, vivências profissionais, por meio de estágio obrigatórios ao fim do curso, com o objetivo de averiguar se o aluno está a apto para o mercado atual. Além disso, cada participante deverá realizar provas qualitativas ao fim dos estágios para administrar a eficácia desse método. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.