Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 09/11/2020

Desde a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando bens frívolos em detrimento da educação. Por essa razão, a comercialização do ensino à distância é um problema no brasil contemporâneo, pois, comprovadamente por pesquisa feita em 2019 pelo MEC, baseando-se em profissionais já formados pela modalidade, esse método compromete a qualidade do profissional. Além disso, a questão foi muito mais acentuada pela pandemia por Covid-19 em 2020. Destarte, torna-se fundamental a intervenção do Ministério da Educação e outros órgãos para resolver o impasse.

Incontestavelmente, ‘‘é errôneo servir-se de meios imorais para alcançar objetivos morais’’, dizia o pacifista Martin Luther King. Análogo ao cenário corruptível Brasileiro, segundo o filósofo Luis F. Pondé, a qualidade do ensino em universidades não é a prioridade dos órgãos superiores, mas sim o seu lucro. Por esse motivo, o ensino à distância é benéfico, já que tem o poder de ampliar o número de alunos, logo a monetização. Entretanto,  a falta de interação social é um dos fatores limitantes desse método, implicando na formação de bons profissionais.

Outrossim, com o advento da pandemia por Covid-19 em 2020, cursos como os de medicina foram obrigados a aderir ao EAD em decorrência do isolamento social, tendo a carga horária de estágios diminuída e gerando a frustração geral sobre os impactos disso na formação. Além disso, novos foram surgindo sem as especificações necessárias contidas na legislação, revelando a falta de fiscalização desse tipo de ensino. Sendo assim, a tendência é que toda a população seja prejudicada pela má formação desses profissionais.

Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o setor legislativo, diminuir a carga horaria de aulas à distância e não permitir cursos cem por cento na modalidade EAD através de uma lei, visando o maior contato social em tempos normais. Porém, durante a pandemia, o MEC deve permitir toda a parte teórica de forma remota e adotar medidas de segurança, como a distribuição de equipamentos de proteção individual potentes aos alunos e professores para que não tenham a carga horária de estágios e a saúde prejudicada, além de fiscalizar o surgimento de novos cursos e paralisar aqueles com irregularidades, a fim de não prejudicar a qualidade de ensino durante o isolamento, como também preservar o bem estar. Assim, o conjunto dessas ações possibilitarão o aumento da qualidade do ensino no Brasil através da conciliação da modalidade presencial e remota.