Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a declaração de direitos humanos garante a todos os indivíduos direito à educação. Embora a modalidade de estudo à distância é uma forma de garantir este direito, o ensino fornecido não oferece uma formação adequada aos estudantes de agora e do futuro do Brasil.
Com a proposta de facilitar o ensino superior foi criado a modalidade a distância, que despertou o interesse de muitas pessoas em aumentar o conhecimento. De acordo com MEC em 2017 nas graduações voltadas à formação de professores, seis em cada dez alunos preferiram EAD. Isto é, as universidades precisam estar capacitados para treinar os estudantes online, pois os futuros professores precisam estar capacitados para direcionar os discentes ao desenvolvimento intelectual.
Embora, o objetivo da graduação online seja facilitar o acesso ao conhecimento a qualidade do ensino ofertado é baixa. Segundo o MEC, 75% dos alunos a distância estão abaixo da pontuação de 0 a 100 do Exame Nacional de Desenvolvimento de Estudantes. Logo, os docentes formados pelas faculdades online terão dificuldade de conduzir os alunos ao conhecimento necessário, pois os mesmos não tem uma formação adequada, e vai afetar a vida profissional e econômica dos cidadãos lecionados por eles.
Entende-se, portanto, a necessidade de um ensino à distância de qualidade. E cabe ao Ministério da Educação assegurar a formação adequada desses estudantes por meio do projeto de lei “aprovação à distância”, este projeto avalia as universidades EAD a partir da pontuação dos alunos no Exame Nacional de Desempenho Estudantil. Mediante a 40% de alunos com mais de 50% de erros, a universidade será multada. Espera-se com essa medida aumentar a qualidade do ensino à distância.