Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 09/11/2020
Após o surgimento da Revolução Técnico-Científica, no século XX, houve uma enorme inserção de tecnologias e informações na sociedade que facilitaram o advento de novas modalidades em diversos setores, inclusive na educação com a criação do ensino a distância. Entretanto, algumas questões comprometem a qualidade desse serviço, tal como a falta de recursos tecnológicos e dificuldade nas interações em grupos presenciais.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de recursos tecnológicos, visto que ele é essencial para que a aula online tenha qualidade. De acordo com o empresário Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Contudo, as ferramentas tecnológicas que atendem o sistema de ensino não estão disponíveis de forma integral, prejudicando a formação dos alunos, pelo fato de que a indústria digital educacional ainda não é muito desenvolvida.
Outrossim, é imperativo postular as dificuldades nas interações em grupos presenciais como agravante da problemática supracitada. De acordo com o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), 75% dos estudantes que concluíram o ensino a distância estão com a pontuação abaixo de 50, em uma escala de 0 a 100. Dessarte, a falta de atividades presenciais de alunos em conjunto ajuda na queda da nota, haja vista que os relacionamentos interpessoais na faculdade colaboram em um maior desempenho nos estudos.
Verifica-se, então, a necessidade de medidas para atenuar o malefícios que atingem a qualidade da educação a distância. Dessa forma, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (INEP), uma autarquia federal vinculada com o Ministério da Educação, deve criar projetos com o objetivo de melhorar as aulas online, por meio de exportação de tecnologias mais desenvolvidas de outros países, melhorando o sistema de comunicação. Ademais, as faculdades devem estimular o encontro entre os alunos para estudarem.