Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 19/11/2020
A partir do ano de 1946, com o advento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, especialmente com a normatização do ensino superior a distância, a sociedade, progressivamente, tem diversificado a forma de ensinar e aprender. Isso posto, deve-se analisar, para melhor compreensão do assunto, dois aspectos: a incerteza da qualidade dessa modalidade mais recente, bem como as vantagens para o corpo social. Desse modo, é imprescindível a ação de agentes específicos, a fim de garantir o pleno desenvolvimento dos cidadãos, mediante cumprimento do direito de todos a ter uma educação padrão.
É importante pontuar de início a questão da efetividade do ensino superior remoto no Brasil. Segundo dados (2017) do Ministério da Educação, apenas 0,5 por cento dos cursos a distância tiveram nota máxima no indicador de qualidade do governo. Isso demonstra que por terem um custo mais baixo, infelizmente, proporcionam aos alunos qualidade inferior de educação se comparado com universidades presenciais renomadas. Dessa maneira, percebe-se uma problemática urgente, porque perpetua um cotidiano injusto, que agudiza os problemas sociais e econômicos.
Em contrapartida, cabe ressaltar os benefícios que esse método de ensino pode oferecer à sociedade. Dentre eles, uma maior flexibilidade para conciliar estudo e trabalho, ou outro tipo de atividade pessoal, mostra-se essencial. Nesse sentido, nota-se que a tecnologia -quando utilizada de forma consciente e educativa- é ferramenta principal para que essa temática seja efetiva no cotidiano popular. Dessarte, em conformidade com o sociólogo contemporâneo Anthony Giddens, observa-se que os processos midiáticos e as inovações tecnológicas englobam todas as esferas, mormente, neste caso, a educacional.
Em síntese, em vista dos argumentos apresentados, percebe-se que os desafios são extensos, porém possíveis de serem superados com o empenho de responsáveis civis e estatais. Outrossim, é imperativo ao Ministério da Educação em parceria com a iniciativa privada, promover a capacitação adequada aos professores de todas as universidades a distância no país, por meio de cursos gratuitos que ensinem acerca das funcionalidades das plataformas virtuais mais relevantes, como o “Google Classroom”, com a finalidade de oportunizar a equidade de uma instrução satisfatória a todas classes sociais. Ademais, é dever dos estudantes -como formadores parcialmente autônomos de sua intelecção- buscar conhecimento dos seus direitos e deveres sociais, por intermédio de pesquisas esclarecedoras em livros e sites. Desse modo, certamente, a afirmação de Giddens poderá ser proveitosa para o progresso dos indivíduos que preferirem esse campo pedagógico.