Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 10/11/2020
Em 1994 iniciou-se o processo de popularização da internet no Brasil. Trazendo, portanto, diversas novidades e ampliando outros serviços como o ensino a distância (EAD). O ensino superior a distância no país, no entanto, provoca debates sobre sua qualidade. Apesar da expansão da metodologia EAD, a qualidade dos profissionais formados é questionável.
Inicialmente é importante ressaltar que a ampliação do acesso à internet mudou diversos aspectos da vida social e econômica do ser humano. Boa parte das maiores empresas do mundo, por exemplo, dependem totalmente da internet como: Amazon, Google, AliExpress etc. Da mesma maneira gigantes do ensino EAD, como a Unopar, estão dominando o mercado de graduação e, consequentemente, formando cada vez mais alunos.
Outrossim, os profissionais formados pelo ensino a distância tem apresentado qualidade inferior aos formados pelo modelo tradicional. De acordo com o Ministério da Educação (MEC) a média de desempenho dos recém formados pelo método EAD, no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), é inferior a média dos formados pelo ensino convencional. Portanto, melhorar a qualidade desse ensino é essencial para o crescimento do país.
Em virtude dos fatos mencionados, para garantir uma boa qualidade dos egressos do ensino a distância, o Governo Federal, por meio do MEC, deve desenvolver e tornar obrigatório provas de certificação de grau, nos moldes da prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em parceria com os respectivos conselhos de classe de cada curso, garantindo assim que todo profissional egresso do EAD tenha a mesma competência que o graduado do ensino tradicional.