Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 11/11/2020

Sem dúvidas, a educação a distância facilitou o acesso de muitos brasileiros ao nível superior. Entretanto, a qualidade do ensino de graduação EaD tem sido colocada em debate no Brasil, pois se por um lado esse modelo possibilita aos alunos mais horas disponíveis para estudar em casa, por outro torna prejudicada a interação frequente entre os estudantes e docentes.

Primeiramente, observa-se que o sistema de ensino não presencial permite maior disponibilidade de tempo para o alunos estudarem em casa. Nesse sentido, esse modelo é essencial para aqueles que trabalham ou residem em lugares longe dos centros universitários, pois sem o tempo de deslocamento de casa até às instituições, os alunos passam a ter mais horas livres para estudar e dormir. Isso é fundamental, pois segundo dados da revista Veja, os adultos necessitam entre sete e nove horas de sono para que o cérebro garanta o processo de aprendizagem de forma eficiente.

Entretanto, por outro lado a educação a distância torna mais difícil a relação entre professores e alunos, uma vez que as aulas são ministradas remotamente. Com isso, o ensino torna-se prejudicado, pois além de nem todos os docentes possuírem capacitação para essa modalidade, a interação que contribui para o diálogo e questionamentos não é viabilizada, afetando o desempenho do estudantes. Um exemplo disso são os 75% de formados, por meio da EaD, que se encontram abaixo da média do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, conforme informações do Ministério da Educação.

Assim, é necessário que o governo, por meio de projeto de lei, elabore medidas visando a melhoria do ensino a distância. Para isso, deve ser criada uma plataforma que padronize o modelo de EaD de todas as instituições, nesse espaço deve ser destinado um ambiente de monitoria online, onde os alunos possam dialogar diretamente com o professor para tirar dúvidas. Com isso, espera-se que o ensino remoto seja aprimorado.