Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 15/11/2020
É indubitável que com o advento da tecnologia de comunicação e informação a educação a distancia surgiu com o objetivo de democratizar o acesso ao conhecimento. Entretanto, o debate da qualidade do ensino EAD no Brasil é bastante controverso entre a população, devido à existência de problemas técnicos nos sites e a falta de um órgão fiscalizador do andamento das aulas. Sendo assim, percebe-se um contexto preocupante ao qual exige uma rápida reanálise do poder público, pois pode impactar negativamente o futuro educacional brasileiro.
Em primeiro lugar, é importante frizar que a permanência de problemas técnicos nos sites de parcela da instiruições tem desestimulado o engajamento dos alunos da EAD. Isso porque, haja vista que esses estudantes necessitam ter uma disciplina maior, os atendimentos ruins e/ou demorados, relacionados a dúvidas ou questões burocráticas, faz com que os acadêmicos se sintam marginalizados pela faculdade ,contribuindo para um estudo/formação medíocre, o que é preocupante, pois o curso com maior procura nessa modalidade é a pedagogia. Segundo o jornal Folha de São Paulo, esses problemas de comunicação resultaram no pior desempenho destes alunos na pesquisa do Ministério da Educação.
Em segundo lugar, pode-se destacar que a falta de um orgão que fiscalise o funcionamento dessas plataformas nas instituições abre margem para a perpetuação da má qualidade do serviço prestado em algumas faculdades. Isso porque sem um grupo que exija aulas dinâmicas, atrativas e produtivas na EAD, muitos professores as fazem de forma monótona, como um “depósito” de conteúdos, o que inviabiliza o aprendizado. De acordo com a filosofia do educador Paulo Freire, o diálogo entre o professor e o aluno deve transformar o estudante em um aprendiz ativo, ou seja, o indivíduo deve participar da construção do conhecimento e não somente recebê-lo do outro, como geralmente acontece. Logo, melhorar essa dinâmica é a melhor forma de aprimorar a qualidade da EAD.
Em suma, para aperfiçoar a qualidade do ensino superior a distancia no Brasil, cabe a Receita Federal disponibilizar parte dos impostos arrecadados ao MEC, de modo que metade do valor seja destinado para melhorar a comunição entre tutores e alunos no site das faculdades, por meio do aumento do número de professores disponivel na plataforma, para agilizar essa interação e estimular o engajamento dos alunos. Já com a outra metade, deve-se criar um órgão que fiscalise a qualidade das aulas EAD, composto por educadores especialistas,de modo averiguem, diariamente, a frequência dos professores, as suas didáticas e interação com os alunos, além de considerar as possíveis reclamações, para garantir a plena eficiência dessa modalidade no Brasil. Dessa forma, certamente, educação superior a distancia deixará de ser um problema no país.