Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 12/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, cujo o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que alguns indivíduos desconhecem e problematizam a educação a distância (EAD). Nesse âmbito, pode-se analisar que esse empecilho persiste pela falta de investimento do Estado acerca do EAD e pelo preconceito no mercado de trabalho diante dos cursos a distância.

No contexto abordado, é crucial analisar a ilegitimidade dos órgãos governamentais mediante à ausência de capital investida na educação a distância. Segundo o professor americano de psicologia Dan Arielly, uma sociedade nunca tem propensão à algo, tudo depende estímulos. De maneira análoga, devido à carência de atuação das autoridades, falta-se incentivos por parte do governo para a sociedade ingressar no ensino a distância, já que o EAD é uma alternativa prática, fácil e de baixo custo, uma ótima alternativa para diminuir a evasão escolar e aumentar os níveis de escolaridade e ensino superior no país.

Outrossim, a imprudência da população contribui expressivamente para a potencialização do impasse, pois existe uma exclusão nos profissionais formados por instituições a distância. Segundo a escritora britânica Virginia Woolf, nada é tão estranho como as relações humanas, com as mudanças e sua extraordinária irracionalidade. Dessa forma, o pensamento da britânica remete na falta de oportunidades para estudantes dos cursos EAD, o que significa um absurdo das relações humanas. Nesse sentido, as empresas argumentam que as aulas presenciais fornecem mais aprendizado e, dessa forma, duvidam do conhecimento do aprendiz a distância.

Portanto, o Estado, haja vista ser o agente que visa garantir o bem-estar da população, deve estabelecer parcerias por meio da iniciativa privada, como faculdades e estabelecimentos, com o intuito de fornecer emprego aos profissionais formados na educação a distância e investir no EAD. Espera-se, com isso, que o ensino a distância seja mais valorizado.