Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Durante a pandemia da Covid-19, mundialmente falando, todos os países enfrentaram diversos empecilhos nas mais diversas áreas políticas. Em se tratando do Brasil, há a necessidade do debate acerca da qualidade do ensino superior a distância. Pois, a falta de um treinamento adequado aos educadores, e o acesso não democrático à internet colaboram para uma deficiência qualitativa nesse ensino.
De acordo com o filósofo alemão Hegel, o Estado é o pai da nação e deve cuidar de seus filhos cidadãos. Entretanto, o que se observa do referente ao ensino a distância é um total despreparo profissional pelos professores, os quais deveriam receber um treinamento adequado para lidar com o ensino online. Consequentemente, a carência de uma boa ministração de aula acarreta numa deficiência no aprendizado do aluno.
Atrelado a isso, em matéria publicada pelo site jornalístico ‘‘G1’’ revelou-se que cerca de seis milhões de estudantes não possuem acesso à internet
no Brasil. Esse cenário vai contra os ideais propostos pelo filósofo e sociólogo Berthran, o qual afirma que a democracia só é plena quando atinge a totalidade da população. Nessa lógica, esse acesso não democrático à internet contribui para uma deficiência qualitativa no ensino a distância.
Tendo em vista o que foi discutido, torna-se imprescindível o debate acerca da qualidade do ensino a distância. Assim, é imperativo que o MEC promova projetos para treinar e capacitar os professores ao meio digital, por meio de mini cursos e treinos práticos, com o intuito de facilitar a inserção dos profissionais nessa nova sala de aula. Além disso, cabe ao Estado abranger o acesso à internet em áreas mais remotas, por meio da inclusão de seu objetivo na Base das Diretrizes Orçamentárias, com o intuito de levar o acesso à rede para a maior quantidade possível de estudantes. Contanto que tais medidas sejam efetivadas, a deficiência qualitativa deixará de ser um problema durante a atual pandemia.