Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 29/04/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reberberado com ênfase na prática quando se observa o debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a ineficiência da modalidade educação a distância. Nesse sentido, o Ministério da educação (MEC) realizou uma pesquisa em que o aproveitamento de profissionais na modalidade não presencial foi menor do que os formados presencialmente. Essa conjuntura, segundo jhon locke configura-se como uma violação do “contrato social”, ja que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadões desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais é fundamental apontar que a falta de um computador que suprem as necessidades ou uma internet de qualidade, aumenta o mau desempenho dos estudantes como impulsionador da ineficiência no ensino a distancia (EAD) no Brasil. Segundo Immanuel Kant, filósofo alemão  "  o ser humano é aquilo que a educação faz dele" . Diante de tal exposto é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprenscindível que o governo, por meio de verbas governamentais, crie campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem o funcionamento de plataformas que ultilizam à modalidade de educação mediada por tecnologias e advirtam aos educando o lado bom e ruim de tal magistério. Assim se consolidará uma sociedade mais assertivo onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma jhpm locke.