Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 15/11/2020
Segundo uma avaliação do Ministério da Educação (MEC), após concluir o ensino superior, o desempenho dos profissionais que fizeram ensino a distância é pior do que os dos formados presencialmente. Diante disso, nota-se a ineficácia do ensino remoto no Brasil, o qual é fragilizado principalmente pelo acesso à internet e pela falta de incentivo aos alunos. Primeiramente, é importante ressaltar um estudo da Akamai, publicado em 2016, o qual o Brasil foi classificado em 85º lugar entre 241 países em relação à qualidade da velocidade de acesso. Sendo assim, o ensino online torna-se fragilizado, porque a velocidade da internet, muitas vezes, interrompe a conexão entre aluno e professor, dificultando o entendimento dos estudantes.
Além disso, a falta de incentivo também afeta muito tal ensino, pois quando se estuda dentro de casa, o aluno enfrenta diversas distrações, e já estando na internet, muitas vezes acessa redes sociais, vídeos e sites que não agregam para a aula. Dessa forma, o estudante não aprende assuntos que precisará para exercer sua profissão futuramente.
Portanto, com o intuito de melhorar o ensino remoto, é dever do Governo Federal priorizar melhorias na internet do país e criar projetos como o “Brasil Inteligente”, do Ministério das Comunicações, o qual pretende facilitar o seu acesso e aumentar sua velocidade média. Ademais, escolas que oferecem ensino a distância devem contratar palestrantes em busca de manter seus alunos focados nas aulas.