Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 17/11/2020
Segundo a afirmação do filósofo inglês Francis Bacon “O conhecimento é, em si mesmo, um poder”, essa perspectiva contrasta com a realidade de muitos universitários brasileiros, visto que o ensino superior à distância no Brasil apresenta resultados inferiores quando comparados com a aprendizagem presencial. Essa vicissitude tem origem incontestável na negligência do Estado, bem como na carência infraestrutural, esses fatores que contribuem para o agravamento desse panorama.
De início, é importante destacar que a falta de ações efetivas no poder público contribui para a decadência do ensino à distância dos universitários. De acordo com as avaliações do Ministério da Educação (MEC), entre os estudantes que concluíram o curso à distância, 75% estão abaixo da pontuação exigida pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE). Dessa forma, por consequência dos resultados negativos, é imprescindível que haja uma formulação quanto ao modelo EAD, pois os impactos têm como escopo futuros profissionais despreparados e que não contribuem no progresso social em sua plenitude.
Ademais, vale ressaltar que a ausência de infraestrutura eficiente para uma educação à distância de qualidade gera impasses para formação do estudante brasileiro. Conforme se revelou no período de pandemia causada pela Covid-19, nem todas as pessoas possuem internet eficiente, local de estudo adequado em algum cômodo da casa ou até mesmo disciplina para acompanhar as aulas online, visto que os relatos dessa problemática foram reportagens televisivas assíduas. Diante disso, é essencial que se pense em um formato mais elaborado de ensino online, tanto pelo ponto de vista da universidade, que é quem fornece o ensino, quanto pelo governo federal, que é quem promove políticas públicas e diretrizes nacionais.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para o problema da qualidade de ensino à distância no Brasil. Dessa forma, o Ministério da Educação deve traçar um plano para acompanhamento presencial, por meio de visitas dos alunos às instituições de ensino, de maneira a colocar em prática as atividades acadêmicas das disciplinas que foram lecionadas em aulas online, a fim de que os alunos tenham mais solidez na aprendizagem. Além disso, é essencial que o Ministério da Economia em parceria com o MEC, invista em laboratórios de informática aos alunos que não dispõe de condições financeiras para acompanhar o ensino virtual, para que assim se produza um corpo social mais capaz e autônomo na plenitude de suas habilidades.