Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 02/12/2020

É notório que a Globalização trouxe inúmeras mudanças no comportamento e na cultura em âmbito geral. Nesse sentido, pode-se destacar a evolução na forma de organização no que tange a formação educacional. Sendo assim, o debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil ressalta pontos positivos, mas também negativos.

Em primeira análise, vale destacar a democratização do acesso à internet e seus benefícios. Segundo Steve Jobs, fundador da Apple, o futuro da Educação se dará por telas, tornando as salas de aula cada vez mais vazias e obsoletas. De maneira concordante, a facilidade de se conectar à rede, de utilizar em qualquer lugar e o baixo custo comparado ao presencial, torna o ambiente virtual ascendente a cada ano, mas que, no entanto, não acompanha a qualidade de ensino.

Em segundo plano, é válido ponderar os empecilhos que dificultam o acompanhamento da qualidade na formação superior online. Isto posto, a negligência estatal, por falta de investimentos adequados nessa área, somada a conseguinte alta taxa de evasão, contribui para a deficiente capacidade qualitativa. Dessa forma, destaca-se dados revelados pelo Ministério da Educação (MEC), o qual mostram que, em contraste com as aulas tradicionais, o número de educadores formados pela internet obtiveram nota pior, abaixo da média.

Portanto, tendo em vista os fatos abordados, mostra-se necessário a resolução dos obstáculos que tornam a qualidade inferior. O MEC, em conjunto com o Estado, deve propiciar subsídios e intensificar a fiscalização dessas verbas destinadas aos cursos, além de exigir provas capacitárias ao final da formação dos estudantes, para poderem exercer a profissão, a fim de incentivar a melhora na educação a distância. Somente dessa maneira é que haverá a evolução dessa conjuntura no país advinda da Globalização.