Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 17/11/2020

Em um contexto em que o acesso ao ensino superior ainda é restrito à apenas parte da sociedade, que em sua maioria não precisa trabalhar desde menor de idade, possui acesso à educação básica e que está ciente do diferencial que uma graduação pode trazer,  o ensino à distância, conhecido por EAD, por diversos fatores têm se mostrado como uma alternativa viável para muitos.

Com mensalidades que no geral podem chegar a ser cerca de 75% mais baratas e com a comodidade de poder estudar em casa, o ensino remoto vem sido aderido por milhões de estudantes, alguns desses que teriam que se deslocar por dezenas, senão centenas de quilômetros diariamente caso tivessem optado pelo ensino presencial; tal adesão em massa, traz suas consequências, pois não adianta ser um ensino acessível e prático, se a qualidade não for efetiva. FGV e UFRJ são duas instituições de renome na área, que podem servir de exemplo a ser seguido.

A Rede Educacional Laureate, por exemplo, está envolvida em escândalos que envolvem a demissão em massa de professores da modalidade presencial, e contratação de profissionais desqualificados para ensino remoto. Tais fatores, podem inferir em um ensino à distância falho e raso, injetando então no mercado de trabalho profissionais desqualificados, caso medidas corretivas não sejam adotadas.

Uma vez que tem-se ciência de que faculdades/universidades podem deixar a qualidade de ensino de lado, visando apenas o lucro, deve haver uma fiscalização assídua. Visitas técnicas podem ser feitas por equipes organizadas pelo Ministério da Educação, afim de averiguar a situação dos polos presenciais; pesquisas podem ser realizadas afim de avaliar a satisfação dos alunos com a qualidade do ensino a distância, e caso esta seja negativa, deve-se buscar a “raíz do problema”; medidas arbitrárias devem ser tomadas pelo MEC no que tange ao ensino desqualificado e irregular.