Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 20/11/2020

Com o acesso maior à internet, o ensino a distância tem crescido cada vez mais e ultrapassou a oferta em cursos presenciais no Ensino Superior. Nessa perspectiva, esse método é conveniente, pois o aluno pode estudar de qualquer lugar, do computador ou do celular, também tem flexibilidade nos horários e pode conciliar trabalho e estudo. Porém, sem o contato direito com os professores, os estudantes podem não conseguir acompanhar o curso e ficar com muitas dúvidas, mesmo após atendimento virtual, além disso, as regiões desfavorecidas ainda sofrem com a dificuldade de obter luz elétrica, o que é um problema inaceitável e que precisa ser resolvido.

Em primeiro plano, é válido ressaltar acerca da não democratização da aula remota, sabendo que é preciso de rede wi-fi, celular, tablet ou computador. Nesse viés, apesar de estar se popularizando, o acesso à internet ainda não é realidade para 30% da população brasileira, segundo a pesquisa TIC Domicílios de 2018. E de acordo com os dados do último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas no Brasil consideradas sem alcance à energia ultrapassava dos dois milhões. Dessa maneira, é fato que se parte dos indivíduos não possuem o básico que é a eletricidade, não têm condição de obter um aparelho eletrônico caro, o que impossibilita o aproveitamento do ensino à distância.

Em segunda análise, é importante ressaltar sobre a qualidade desse recurso moderno. Nesse cenário, no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2017, realizado com os estudantes concluintes do ensino superior, cursos presenciais obtiveram conceito máximo; no ensino a distância, apenas 2,4%, ademais, os profissionais formados remotamente ainda não são bem aceitos no mercado de trabalho. Desse modo, é inegável a presença de vários malefícios nesse método de formação, mesmo sendo mais barato e fácil ingressar na faculdade com ele.

Portanto, diante dos fatos, cabe ao Governo Federal cumprir com o direito básico do cidadão de ter acesso à eletricidade e facilitar a compra de aparelhos eletrônicos para aquelas pessoas que não possuem uma renda tão boa, para que permita a utilização do ensino à distância. Outrossim, o Ministério da Educação (MEC) deve cobrar uma qualificação mais alta dos professores de aulas remotas, além de incentivar cada vez mais os alunos a se dedicarem, por meio de campanhas e palestras, para que o rendimento desse ensino só aumente. Desse modo, fazendo com que cresça o número de pessoas formadas no ensino superior.