Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 20/11/2020
Após o surgimento da Revolução Técnico-Científica, no século XX, houve uma enorme inserção de tecnologias e informações na sociedade que facilitaram o advento de novas modalidades em diversos setores, inclusive o do ensino, o qual adquiriu a possibilidade da educação a distância. Outrossim ao analisar a qualidade do ensino superior a distancia no Brasil, vê-se que há muitos problemas que deveriam ser resolvidos. Todavia, a implementação sistemática do ensino remeto emergencial, apresenta desafios que passam pela inacessibilidade, mas também pela falta de recursos básicos da população.
Em primeira análise, é evidente que o sistema educacional brasileiro é deficitário em questão de acessibilidade para todos, tanto quanto financeiramente quanto em questão do acesso ao ensino pela internet em regiões mais afastadas e pobres. Sob esse viés, o sociólogo Manuel Castells aborda em seu livro “Sociedade em rede” que os impactos sociais da internet, moldam a maneira como os indivíduos se integram e comportam em grupo. Por outro lado, a nossa sociedade se organiza em redes de contato sociais e a troca de informações é determinante no nosso modo de vida. Sendo assim, é evidente que existe a exclusão de muitos indivíduos, tornando cada vez mais difícil o acesso do ensino com qualidade para todos no Brasil.
Ademais, vale ressaltar que no cenário brasileiro atual, apresenta diversos problemas em relação os recursos básicos, nos quais deveriam ser distribuídos de forma igualitária para todos, fazendo com que as pessoas tenham acesso ao necessário com a finalidade de obter um ensino a distância de qualidade. Assim, podemos citar a constituição de 1988, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, na qual declara que todos possuem o direito educacional como um atribuído a todos. No entanto, a falta de urbanização e a miséria extrema de alguns locais negligenciados de baixo IDH no Brasil, levando isso em conta, não há como aprender, presencial ou remotamente, convivendo com a fome e com ausência de serviços básicos.
Urge, portanto, que o Ministério da Educação deve realizar medidas para cativar os estudantes para que haja um interesse por parte deles no ensino a distância (Ead), por intermédio de campanhas que permitam a acessibilidade a educação e com isso irá desenvolver a autoaprendizagem, com o intuito de acabar com o preconceito que as pessoas tem contra a história do ensino. Além disso, cabe ao Governo garantir os recursos básicos para a população, como saneamento e alimentação, nos locais onde há população mais carente. Dessa forma, esse ensino poderá ser utilizado por um maior número de pessoas e de uma melhor maneira.