Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 22/11/2020
O EaD (Ensino a Distância) surgiu no século XVIII nos Estados Unidos, quando um professor oferecia cursos de taquigrafia para alunos de todo o país e enviava materiais semanalmente. Mas somente em 1996 esse modo de ensino criou visibilidade e reconhecimento no Brasil. É um método com maior facilidade de acesso e ensino, mas possui alguns problemas que dificultam a aprendizagem. Desse modo, existe a falta de preparo dos alunos e o insuficiência de bons tutores como desafios no atual cenário brasileiro.
Em primeira análise, é válido salientar que a falta de preparo dos discentes é um dos principais agravantes dessa problemática. Isso é exemplificado no documentário brasileiro “A Educação a Distância: O Ensino Sem Fronteiras” o qual mostra o depoimento de alguns alunos desse modo e o que eles vivenciaram. Dessa forma, fica evidente que por o aluno, muitas vezes, não ser adepto a esse meio prejudica-o, já que o despreparo sobre o ambiente de estudo, a concentração em meio a distrações é uma novidade e necessita de ajuda dos professores.
Outrossim, ressalta-se sobre a carência de docentes bem qualificados e que possam auxiliar nesse processo. De acordo com uma pesquisa feita pelo G1, mostra-se que 43% dos professores entrevistados dizem não se sentir totalmente aptos para tal maneira de ensino. Sob essa ótica, compreende-se que é necessário maior capacitação dos pedagogos a partir de disponibilidade de cursos qualificantes para que assim melhore tais habilidades.
Fica claro, portanto, que medidas são de suma importância para mudar essa realidade. Então, cabe ao Governo Federal, a partir do Ministério da Saúde, criar locais que disponibilizem cursos para melhorar tais competências, como de ajudar os alunos e saber desenvolver aulas abrangentes, a partir de maiores investimentos na área, a fim de melhorar a qualidade das aulas e o desempenho dos alunos, e assim tornar o ensino a distância uma boa escolha de formação para todos.