Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 21/11/2020

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, é direito de todo humano a educação. Baseando-se nisso, a carta magna brasileira adota tal garantia como direito de todo cidadão, desde o ensino básico ao superior. Dessa forma, as instituições educacionais possuem o dever de prover a educação de qualidade a toda a população. Entretanto, o ensino a distância vem preocupando a sociedade civil quanto a sua eficácia e preparo técnico.

Em primeira instância há de se analisar a questão da eficiência educacional provida pelo ensino remoto. Acerca desse tópico, o ranking das universidades elaborado pela Folha de São Paulo apresenta as 200 melhores universidades brasileiras quanto à qualidade de ensino e formação dos alunos. Nesse ranking, não há a presença de qualquer instituição de ensino virtual, expondo o fato de essas ainda se mostrarem inferiores em relação às tradicionais. Dessa forma, há uma insegurança quanto a sua capacidade de formar bons profissionais que possam ser uteis e competitivos no mercado de trabalho.

Ademais, os efeitos de tais performances na esfera social e mercantil devem ser analisados. Tratando disso, uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo indagou os responsáveis por contratamentos das maiores empresas brasileiras acerca da escolha entre profissionais formados presencialmente e a distância. Através desse estudo, chegou-se à conclusão de que 89% de tais companhias dão preferência a aqueles com diplomas tradicionais. Isso por sua vez se mostra um problema estrutural na esfera trabalhista, uma vez que exclui grande parte dos formandos apenas por seu diploma

Em suma, conclui-se que a performance apresentada pelas instituições de ensino remoto se mostram abaixo dos níveis de suas competidoras, gerando preconceito para com seus alunos.  Sendo assim, é imperativo que o poder público aja de maneira a apaziguar e resolver esse impasse. Portanto, o Ministério do Trabalho deve, por meio de um projeto de lei federal, proibir a discriminação de diplomas a distância e presencial pelos empregadores, tornando o processo mais justo a todos. Além disso, o Ministério da Educação deve instituir metas a serem cumpridas em relação à qualidade de ensino por parte das universidades supracitadas, estipulando níveis mínimos de pontos para que possam manter suas credenciais.