Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 19/11/2020

Acredita-se que a internet foi criada nos Estados Unidos em 1969, batizada de Arpanet - sua função era conectar laboratórios de pesquisa. Desse modo, sabe-se que naquela época o mundo vivia o auge da Guerra Fria, e só depois de 1982 o uso da Arpanet foi desenvolvido no meio acadêmico. Atualmente, podemos citar o método de ensino da EAD (Educação a distância) no Brasil que vem crescendo a cada dia, mas ainda existem desvantagens que tornam esse método de ensino não tão eficaz quanto o ensino presencial.

Em primeiro lugar, é necessário destacar o rápido desenvolvimento da tecnologia da informação com reflexo na educação a distância, que exige que toda a equipe de professores e alunos mude os hábitos tradicionais. Assim, de acordo com as estatísticas do MEC (Ministério da Educação), entre 2003 e 2013, 3,3 milhões de alunos estavam matriculados no ensino superior, um terço dos quais eram cursos de graduação a distância, que são parte importante da rede privada de ensino. Isso ocorre porque a maioria dos cursos de ensino à distância oferece taxas de disponibilidade mais altas, horários mais flexíveis e a possibilidade de estudar em qualquer lugar. Portanto, o público-alvo tende a ser adultos que possuem os recursos necessários para se adaptar às novas tecnologias dos cursos a distância.

Além disso, observa-se que, nos casos de pandemias, em que o uso da educação a distância de emergência é relevante, pode-se perceber que grande parte da população brasileira não tem acesso à internet e aos meios digitais necessários. Sendo assim, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total de 45,9 milhões de brasileiros ainda não tinha acesso à internet em 2018. Esse número corresponde a 25,3% da população com 10 anos ou mais de idade. Além disso, vale ressaltar que o Brasil não possui uma política pública de educação básica que possibilite o acesso dessas pessoas à Internet e a equipamentos técnicos. Por isso, segundo o jornalista carioca Arnaldo Jabor, “o Brasil está tonto e perdido na nova tecnologia em meio ao embaraçoso Dia da Mentira”.

Portanto, fica claro que medidas precisam ser tomadas para amenizar os desafios enfrentados pela educação a distância no Brasil. Desse modo, o Ministério da Educação deve trabalhar com o governo para fornecer melhores padrões e investir em recursos de implementação para tornar a educação à distância mais acessível e eficaz. Além disso, o governo federal tem a responsabilidade de promover o desenvolvimento de um padrão que determinará contratos de redes fixas ou móveis de baixo custo para todos os 25,3% dos brasileiros que não podem acessar a Internet. Dessa forma, a educação a distância terá um impacto revolucionário na sociedade, assim como a criação da Internet em 1969.