Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 20/11/2020

Diploma online: Evolução e problema

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, determina que o ensino básico deve possuir etapas obrigatórias, destacando o Ensino Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Além dessas fases essenciais, existe também o Ensino Superior, considerado por muitos estudantes que almejam o profissionalismo, o caminho mais próximo para ingressarem no mercado de trabalho. Entretanto, com o surgimento da pandemia e o isolamento social, as universidades começaram a aderir de forma conturbada e desorganizada o EaD - Ensino a Distância. Desse modo, é essencial que os agentes públicos solucionem as falhas apontadas pelos discentes com relação a esse meio de aprendizagem.

Primeiramente, é importante relembrar que algumas instituições universitárias do tipo privadas, já possuem um ensino online de alta qualidade. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira, em 10 anos, o número de estudantes que aderiram ao EaD, aumentou aproximadamente 380%. Com esse fato, é perceptível que o método digital apresenta benefícios como maior flexibilidade de tempo, ampliação no alcance geográfico, além de conforto nas residências, o que proporciona, consequentemente, maior segurança. Outrossim, a Doutora em Educação, Andrea Ramal, afirma: “A educação a distância, cria sentimento de pertencimento e promove troca de experiências”.

Por outro lado, os malefícios que a modalidade remota pode apresentar são salientados com base nos estudos feitos pelo grupo fintech Pravaler, que informa claramente que 81% dos universitários do estado de Minas Gerais, afirmam a preferência por aulas presenciais. Os dados expostos são justificáveis, principalmente pelo fato de, no ensino virtual, a concentração em sala diminuir devido às interferências do cotidiano, os desvios da internet, as famosas “quedas de energia”, sem deixar de mencionar o local adequado para os estudos, o qual nem todos os alunos possuem. Parafraseando o palestrante educacional, Rafael Sanchez, “Com o isolamento, as desigualdades ficaram mais visíveis”.

Portanto, a solução para a problemática começa com a interação entre os órgãos públicos e a comunidade universitária. Para isso, o Governo Federal através do Ministério da Educação deve fazer um levantamento com todas as reclamações dos estudantes em relação à conduta das aulas, e com isso, resolver os empecilhos questionados, sempre expondo melhorias e com a ajuda dos docentes, buscar meios de tornar os cursos a distância menos enfadonhos e mais produtivos. Ademais, os prefeitos de cada cidade do país, devem disponibilizar redes de ciberespaço em todos os bairros sem custos financeiros, garantindo a democratização do acesso às aulas remotas pelos acadêmicos. Assim, será possível formar profissionais com altíssima qualificação e eficiência para a jornada trabalhista.