Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 20/11/2020
Quando Thomas Edison inventou a lâmpada, os vendedores de velas, que tiveram seus lucros afetados, se incomodaram bastante. No Brasil atual, o progresso na forma de ensino, com a chegada dos modelos a distância também parece incomodar os mais conservadores. Apesar desses indivíduos questionarem a eficácia dessa modalidade educacional, é preciso notar que isso não passa de uma forma dos grupos conservadores criticarem essa revolução educacional.
Decerto, o ensino a distância é bastante eficaz e pode até superar o presencial. Dentre os vários benefícios e melhorias que essa inovação traz, pode ser citado, a título de exemplificação, a possibilidade de cada aluno ajustar a velocidade com que assisti às aulas e o melhor horário do dia pra vê-las. Além disso, é preciso acrescentar que personalidades de conhecimento notório, como Nelson Mandela, fizeram graduação a distância, o que atesta ainda mais a qualidade dessa forma de ensino.
Contrariamente a essa lógica, existem indivíduos que defendem haver uma precarização do ensino no aprendizado virtual. Segundo eles, o comprometimento da parte prática da formação superior e a pouca regulamentação por parte do Governo pode trazer prejuízos a formação dos futuros profissionais. Isso, entretanto, não passa de uma falácia, pois o fato da aprendizagem se dar em meio virtual não impossibilita as práticas orientadas por videoconferências e a regulamentação dessa modalidade de curso, segundo o que se observa no site do Ministério da Educação, é mais burocrática, inclusive, que a dos presenciais, exigindo, por exemplo, a existência de uma equipe técnica especializada.
Por tudo isso, fica explícito os benefícios da educação a distância no ensino superior. Dessa forma, para aumentar a adesão a essa modalidade e acabar com os preconceitos ainda existentes acerca dela, é necessário que medidas sejam tomadas. Nesse sentido, o Ministério da Educação, que é responsável pelas políticas educacionais, deve, por meio de parcerias com as universidades, estabelecer carga horária mínima obrigatória na modalidade a distância. em todos os cursos. Ademais, como forma de acabar com as inferências acerca da qualidade dessas graduações, o Governo deve criar provas para serem aplicadas após a formatura desses alunos, tal qual já ocorre com o curso de direito. Dessa forma, o progresso trazido pela educação a distância poderá ser melhor aproveitado por todos os brasileiros.