Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 20/11/2020

Promulgada em 1988, a Constituição Cidadã garante a todos os indivíduos os seus direitos fundamentais. Conquanto, o cenário atual mostra o contrário do esperado, uma vez que desafios da educação à distância no Brasil impossibilitam que boa parte desses indivíduos desfrute desse direito na prática. Esse cenário deletério é fruto tanto da falta de investimento por parte dos órgãos públicos quanto da desigualdade social. Faz-se necessária a discussão de tal conjuntura.

Em primeira análise, é fulcral pontuar a falta de investimento governamental como promotor do problema. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da sociedade, entretanto, não ocorre no contexto atual, tendo em vista que boa parte não tem conhecimento científico ou qualquer outro recurso tecnológico. Ademais, os órgãos públicos não fiscalizam diretamente o âmbito social de cada um, consequentemente deixando o investimento de lado na área da tecnologia e educação. É conveniente a reformulação desses aspectos.

Outrossim, os problemas da desigualdade social retardam a resolução do empecilho. Em síntese, o ensino à distância não é algo democrático, pois os estudantes precisam de computadores e acesso à internet. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 30% da população não desfruta desse meio tecnológico, vale ressaltar que a exclusão digital é recorrente em pessoas de baixa renda e de regiões mais afastadas. Nesse contexto, eis um mal a ser combatido.

Diante dos fatos supracitados, medidas estratégicas serão necessárias para conter a problemática. Cabe ao Governo Federal disseminar a admissão de internet para regiões que não têm acesso do mesmo, por meio de empresa tecnológicas das operadoras de rede. O intuito de tal iniciativa é fazer com que os estudantes tenham acesso igualitário a este novo recurso tão bem utilizado na contemporaneidade, como o EaD. Somente assim essa questão será minimizada no país.