Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 20/11/2020
Até alguns anos atrás, as universidades eram espaços muito elitizados e de difícil acesso para a população, no geral. Entretanto, a viabilização da criação dos cursos de ensino superior a distância resolveu muitas das questões que dificultavam a possibilidade de estudos. Dentre eles, localidade geográfica, custo financeiro total e a própria oferta do curso e a graças a evolução da tecnologia e da internet foi possível transpassar essas dificuldades e oferecer ao mercado mais qualificação.
Primeiramente, o ensino presencialmente tem custo mais elevado por alguns motivos: infraestrutura, manutenção, funcionários e impostos que são bancados pelas mensalidades dos estudantes. Além disso, muitas vezes, o sujeito mora distante da universidade tendo que se deslocar grandes distâncias todo dia e arcar com o custo do transporte ou mudar-se para um lugar mais perto. Ademais, tem que arcar com a compra dos materiais exigidos pelos professores em aula. Assim, todos esses fatores contribuem para dificultar a taxa de ingresso nos cursos superiores, porém o mínimo de instrução é sempre mais vantajoso do que instrução nenhuma.
Outrossim, o atual avanço dos software e computadores permitiu a instituições ampliarem suas vagas e disponibilizarem a universitários uma educação de qualidade, necessitando de alguns encontros semestrais, um dispositivo com acesso a internet, algo muito comum na atualidade. Também vale mencionar que o governo em conjunto com as instituições reguladoras mantém leis e padrões com a finalidade de garantir qualidade suficiente aos cursos EAD. Apesar de todos os cuidados, alguns cursos ficam, defasados pela falta de contato com alguns artifícios do ensino presencial, como laboratórios, interação com os professores e colegas.
Em suma, pode-se concluir que cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, garantir que todos os cursos tenham um mínimo de horas presenciais a serem cumpridas, para suprir as potenciais carências, por meio de decretos e exigências curriculares. Desse modo, teremos profissionais mais bem preparados sem terem que se sacrificar.