Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 25/11/2020
A educação a distância (EAD) é a modalidade de ensino que mais cresce no Brasil. Diante disso, essa plataforma de ensino apresenta alguns desafios a serem superados. Assim, dentre esses desafios destaca-se: a má qualidade de ensino em algumas universidades e também a omissão do Estado e das instituições de ensino sobre os aspectos negativos dos programas virtuais de ensino superior.
Primeiramente, a má qualidade do ensino de algumas universidades no Brasil vem sendo alvo de discussão. Isso porque, em uma análise feita em 2011, pelo Exame Nacional de Desenvolvimento de Estudantes (Enade), apontou que a média dos alunos que optaram pelo ensino remoto é significativamente menor que dos estudantes de ensino presencial. Lamentavelmente, isso causa um retrocesso na educação da nação, pois a falta de qualidade desse ensino desenvolve profissionais que não estarão devidamente aptos para inserção no mercado de trabalho, o que ocasiona de forma indireta uma fragilidade na economia do país.
Outrossim, nota-se, ainda, que nos debates sobre a qualidade do EAD, pelas instituições de ensino e também pelo Estado, trazem ausências, mesmo que nas entrelinhas, de questões fundamentais. Como, por exemplo, as relações de poder vigentes em sociedades marcadas por desigualdades sociais congênita, bem como a falta de alfabetização digital. Alem disso, a falta de formação e capacitação de professores familiarizados com esse novo sistema virtual é precária. Por consequência disso, os alunos são formados marcados pela desigualdade desse ensino e, por conseguinte, tendo sua base educacional prejudicada.
Torna-se evidente, portanto, que os desafios quanto a qualidade do ensino superior a distancia no Brasil devem ser superados. Em razão disso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), deve tornar mais rígidas as leis que regulamentam essa modalidade de ensino e assim garantir maior qualidade nos cursos ofertados pelas instituições. Além disso, o Estado deve exigir que, se houver uma média relativamente baixa no exame do Enade, as instituições terão um prazo para preparar os estudantes a fim de refazer esse exame, caso não alcancem a nota, terão o curso ‘‘interditado’’. Assim, o ensino a distância continuará crescendo, e sua qualidade crescerá junto.