Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 09/12/2020

No hodierno contexto de pandemia mundial, em decorrência da COVID-19, a modalidade de ensino a distância (EAD) foi adotada por muitas instituições educativas no Brasil, devido à necessidade de isolamento social. Todavia, a opção pelo EAD estimula uma discussão acerca das problemáticas desse modelo pedagógico, seja a autonomia do estudante no processo de aprendizado, seja o despreparo de universidades para esse sistema educativo.

Concernente à temática da independência do aluno no estudo a distância, há uma exigência maior desse para um concreto aprendizado. Essa assertiva é relacionada a recente adesão do modelo virtual de formação no qual o estudante, além de apresentar habilidades nas diversas matérias ministradas, deve organizar o cronograma de estudo, sendo tal proposta semelhante ao ensino debatido pelo pedagogo Paulo Freire, ao defender um estudante mais ativo quanto ao aprendizado pessoal. Todavia, a falta de orientação dos alunos dificulta um bom rendimento no EAD, contribuindo para o estereótipo de que o ensino virtual não é qualificado. Desse modo, é fundamental que haja um apoio aos estudantes quanto a organização pessoal frente aos conteúdos exigidos.

Ademais, a limitação das universidades para garantir um ensino remoto eficaz prejudica a expansão dessa modalidade. Essa assertiva é evidente pela adoção abrupta do EAD, fator que dificultou a capacitação de professores para gerir aulas virtuais, o que complexifica o acesso a plataformas onlines e uso de ferramentas tecnológicas pelo educadores, fator que promove dificuldades no entendimento das matérias ministradas, sendo a educação restrita a determinadas instituições que possuem um maior suporte no ambiente digital, ainda que essa seja um direito social de todo cidadão. Dessa maneira, é relevante modificações no EAD, a fim de assegurar o proposto pela legislação brasileira referente ao ensino.

Portanto, é imprescindível a ação de órgãos educativos para assegurar um ensino a distância eficaz nacionalmente. Para tanto, o Ministério de Educação deve exigir uma educação que vise a orientação de alunos quanto ao aprendizado pessoal, mediante uma equipe psicopedagógica que auxilie os estudantes em reuniões virtuais e documentos onlines instrucionais, para assegurar um ensino de qualidade e desenvolver uma responsabilidade quanto a administração dos estudos. Outrossim, as Secretarias da Educação devem financiar universidades para um suporte tecnológico nas aulas remotas, por meio do investimento em ferramentas digitais e instrução de professores por manuais onlines, com o intuito de transmitir aulas de qualidade para os estudantes. Logo, a adaptação da educação no Brasil será eficaz de acordo com o contexto de pandemia atual.