Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 25/11/2020
No século XXI a tecnologia está avançando de forma exponencial e uma forma que a educação encontrou para usufruir dessa tecnologia foi investindo no ensino a distância (EAD). No Brasil, essa forma de educação ganha cada vez mais espaço devido aos vários benefícios que traz consigo. No entanto, é uma forma de aprendizagem que vem sendo questionada quanto a sua qualidade e capacidade de formar bons profissionais.
Inicialmente, é válido ressaltar as razões pelas quais o EAD cresce tanto. E, uma de suas principais características é a flexibilidade, visto que é uma forma mais barata, rápida e prática de estudar. E assim sendo, promove uma democratização da educação. Entretanto, o Brasil é um país que possui inúmeras desigualdades sociais, dessa forma, uma real democratização do ensino não acontece na prática, tendo em vista que em muitos lugares não se tem acesso à internet, celulares e computadores.
Além disso, outros desafios impedem que o EAD tenha pleno exercício de qualidade. Tal como, a motivação e o foco dos estudantes que é bem prejudicada nesse ambiente virtual, devido a falta de socialização e disciplina. Ademais, o mercado de trabalho está cada vez mais exigente e os profissionais formados pelo ensino a distância tem demonstrado pouca experiência e baixo desempenho de suas funções, o que é explicado pela falta de aulas práticas e de estágios em seus currículos. Outrossim, destaca-se a falta de habilidade dos professores no EAD, dado que são novatos quando o assunto é aula online, dessa maneira apresentam dificuldades para se adaptar a essa nova logística.
Sendo assim, fica clara a necessidade de melhorias no ensino a distância. E, para que ele consiga formar profissionais qualificados é preciso que o Estado invista em incluir digitalmente as populações mais carentes, disponibilizando nas escolas e universidades um amplo acesso a celulares, computadores e internet. Sequencialmente, as Universidades podem investir em um ensino semi presencial, que tenha uma mescla de aulas online e aulas presenciais, com isso estará promovendo socialização e treinamento prático dos estudantes. Por fim, o MEC deve promover capacitações aos professores, para que se adequem as novas formas de ensino. Consequentemente, a qualidade do ensino a distância se aperfeiçoará.