Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 26/11/2020

A pandemia do novo corona vírus disseminada em 2020 acarretou diversas mudanças na rotina profissional e estudantil da população mundial. Nesse sentido, o estudo a distância (EAD) começou a ser empregado de maneira exacerbada pela sociedade brasileira, tendo que sofrer diversas adaptações, uma vez que o EAD não era exercido de forma convencional e corriqueira no país. Dessa forma, é notório uma participação efetiva do Ministério da Educação, para fornecer meios de trabalho aos profissionais e estudo qualificado aos alunos, e uma mudança na mentalidade e na rotina dos estudantes, para que melhor se adaptem ao ensino superior a distância.

Em primeira análise, pode-se ressaltar a importância do envolvimento do poder público no aperfeiçoamento da qualidade do ensino superior no Brasil. Seguindo essa linha de raciocínio, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, os indivíduos são considerados “Cidadãos de Papel” visto que desfrutam de uma cidadania aparente e limitada ao âmbito teórico. Essa teoria é aplicável ao problema abordado pois o Governo brasileiro é negligente com os alunos, quando não destina parte das verbas recolhidas por meio dos impostos, para o avanço da qualidade do ensino a distância no país, como a capacitação dos docentes para melhor se adequarem aos métodos e reparo da infraestrutura. Assim, conclui-se que se o EAD não for efetivo, há a probabilidade de formação de profissionais desqualificados e sem atuação técnica ou experiência na área.

Em segunda análise, destaca-se o enraizamento na mentalidade da população estudantil de que o ensino a distância não é funcional. Sob esse viés, de acordo com o conceito de “Habitus” postulado pelo sociólogo Pierre Bordieu, a sociedade incorpora estruturas sociais e hábitos impostos a sua realidade e as reproduzem ao longo das gerações. Essa reflexão pode ser aplicada à questão discutida pois o ensino presencial sempre foi tido como a melhor forma de estudo e o ensino a distância ficava em um lugar de desqualificação e falta de crédito. No entanto, isso não pode ser tomado como verdade pois o EAD também pode ser funcional, basta um processo de adaptação dos alunos e qualificação dos profissionais envolvidos.

Em suma, conclui-se que medidas devem ser tomadas para alterar o cenário atual. Por isso, o Ministério da Educação em parceria com institutos tecnológicos deve realizar aperfeiçoamento dos equipamentos de trabalho dos professores e capacitá-los por meio de cursos de especialização a fim de que os docentes desenvolvam métodos para melhorar o ensino. Ademais, ONG’s relaciondas à família devem realizar campanhas e palestras em locais públicos para mostrar à sociedade que o EAD também é funcional e que pode ser uma opção interessante para as pessoas que precisam trabalhar.