Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 29/11/2020
Segundo o historiador e professor Leandro Karnal, a educação à distância ressalta desigualdades. Assim, diferente do ensino presencial, que coloca os estudantes nas mesmas condições, o ensino à distância dependerá de variáveis. Desse modo, sua qualidade será inferior, pois estará sujeito a aspectos inconstantes, como a disciplina dos estudantes e a tecnologia disponível a eles.
Primeiramente, salienta-se que na modalidade a distância os discentes detêm o controle de como e quando executarão suas tarefas. Segundo a revista “Guia do Estudante”, é necessário disciplina para seguir toda a carga horária exigida por cursos não presenciais, isso estimula alunos a trapacearem em avaliações, que têm brecha para serem pesquisadas ou feitas com “ajuda” de alguém. Assim, torna-se mais fácil fraudar exames e isso acarreta no baixo rendimento dos profissionais.
Outrossim, a dificuldade no acesso às tecnologias, que facilitariam o aprendizado, dificulta o ensino à distância. Segundo a agência “Estudou Site”, a maioria dos cursos EaD não fornecem recursos que exigem tecnologia mais avançada aos alunos, fato que limita seu aprendizado. Desse modo, esse ensino não acompanha o avanço tecnológico no mercado de trabalho, o que diminui sua qualidade.
Portanto, urge ao Estado tomar medidas para otimizar o EaD na graduação, a fim de formar profissionais qualificados que fortaleçam o mercado brasileiro. Nesse sentido, o Ministério da Educação pode permitir apenas o ensino parcialmente a distância, de modo que sejam realizadas presencialmente aulas práticas com acesso a tecnologias necessárias e provas com fiscalização adequada. Dessa forma, as desigualdades dessa modalidade serão atenuadas e a qualidade do ensino aprimorada.