Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 27/11/2020

Barão de Itararé, um dos fundadores do jornalismo alternativo no período ditatorial no Brasil, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Nesse sentido, os nós a serem desatados são a educação unilateral e a má distribuição das redes de internet.

Em primeira análise, convém lembrar que, em 1970, começou em Brasília a primeira experiência EAD ( Ensino à Distância). Entretanto, a ausência de suporte para o esclarecimento das dúvidas acarretou a falta no que tange à troca de informação; perpetua-se, então, a cultura da instrução passiva.

Somado a isso, conforme a Agência Brasil, 1 em 4 brasileiros não possui acesso à internet, ou seja, 46 milhões de pessoas. Dessa forma, o acesso ao EAD torna-se restrito e intangível para com os indivíduos que almejam uma graduação. Logo, é notório que precisa de mudanças, pois, segundo Georg Bernard Shaw, jornalista irlandês: " O progresso é impossível sem mudanças".

Diante de todos os argumentos supracitados, cabe às redes de ensino remoto criarem horários alternativos aos das aulas e meios de atendimento para os alunos por meio das mídias a fim de que as dúvidas sejam sanadas. No que diz respeito à internet, é de responsabilidade do governo a realização de parcerias com empresas de banda larga através de acordos com o escopo de salientar os números das pessoas sem acesso para que, assim, possibilite mais oportunidades de estudo para a população.