Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 01/12/2020
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil ocupa a 60° posição no ranking mundial de qualidade de educação. Essa posição pode ser um reflexo da qualidade do ensino superior a distância, uma vez que este possui precários métodos de ensino, o que acaba gerando problemas indubitáveis na sociedade brasileira, como o despreparo profissional e seu impactos na exerção profissional.
Em uma primeira análise, é válido destacar que a baixa qualidade do ensino superior a distância é uma realidade no Brasil. Além de sua inconsistência no âmbito tecnológico, sem equipamentos que exerçam uma boa qualidade de aula, como câmera e microfone, há também uma grande falha na questão didática. A comprovação de tais instabilidades é o resultado do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, uma vez que entre os alunos que concluíram o curso a distância, 75% estão abaixo da pontuação 50 no exame, em uma escala de 0 a 100.
Tal despreparo profissional, pode gerar consequências drásticas na vida daqueles afetados por sua área profissional. Como por exemplo, a relação aluno e professor, na qual um professor despreparado, com uma didática precária e métodos de ensino falho, pode comprometer o ensino educacional de um estudante, gerando complicações em seu aprendizado e futuro.
Por conseguinte, é necessário que o Ministério da Educação garanta a qualidade necessária para um melhor desempenho educacional no ensino superior a distância. Através de investimentos em equipamentos de câmera e áudio, e na preparação do professor, com palestras e cursos que ensinem a como prender a atenção dos alunos através das câmeras e a como ter uma boa didática online. Para que assim haja a formação de profissionais aptos a exercerem suas profissões de maneira excepcional, pois, assim como Nelson Mandela acreditava, a educação é a melhor arma para mudar o futuro.