Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 03/12/2020
No contexto da pandemia do corona vírus em 2019 e 2020, escolas e universidades foram fechadas por conta do alto risco de contágio da doença, por este motivo, a educação a distância se tornou uma alternativa para continuar o processo educativo nas instituições educacionais. Entretanto, nessa perspectiva se tornou mais evidente a desigualdade social presente no país, resultando em diversos alunos não conseguirem ter acesso as aulas. Além disso, evidenciou um enorme despreparo das instituições na utilização da internet para a realização da educação.
Em primeira análise, é de suma importância analisar o fato de como a desigualdade social é um desafio na educação a distância no ensino superior. De acordo com o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em 2019, 30% das residências brasileiras não possuem acesso à internet. Nesse sentido, alunos que entram nessa porcentagem são altamente prejudicados, pois, não conseguem assistir as aulas onlines, e as alternativas pretendidas pelas instituições educacionais afim de diminuir os efeitos da concentração de renda no Brasil, não são eficientes para buscar o objetivo.
Em segunda instância, deve-se ressaltar o despreparo das faculdades em oferecer o ensino a distância de qualidade. Concomitantemente com a desigualdade social, a falta de entendimento das ferramentas tecnológicas para exercer uma educação de qualidade por parte das instituições, é também um dos graves problemas enfrentados pelo EAD. Por exemplo, as Universidades não possuem sistemas próprios adequados que permitem aplicarem provas, perceberem o rendimento dos seus alunos, e conseguirem realizar experiências pedagógicas interativas para seus estudantes. Por consequência, ocasionando um desinteresse dos alunos pela educação oferecida a distância, aumentando dessa forma os dados de evasão do ensino superior no Brasil.
Portanto, medidas são necessárias para resolver os impasses vigentes na sociedade. Para isso, o MEC, órgão responsável pela educação brasileira, em parceria com as Universidades, deve oferecer locais próprios com computadores e internet para os alunos que possuem situação precária e necessitam dessa ajuda para acompanharem as aulas, buscando assim diminuir de forma eficaz o impacto da desigualdade social no EAD. Por outro lado, o Governo Federal, órgão de máxima importância no cenário nacional, em parceria com empresas de tecnologia, deve criar um sistema que possua alto índice de interatividade com os estudantes, demonstrando seu rendimento, oferecendo a possibilidade das instituições aplicarem avaliações, dessa forma efetivando de fato uma qualidade melhor no ensino a distância no país.