Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Nos últimos cinco anos, embora o número de inscrições para cursos de formação de professores presenciais tenha se mantido estável, o número de inscrições para cursos a distância tem se acelerado. Segundo dados do governo, na área de “educação”, um terço dos graduandos opta por cursos a distância. Isso inclui o treinamento de professores em áreas como arte, música ou biologia. Especificamente, em pedagogia, a proporção é ainda maior: metade dos alunos já participou de cursos a distância. Esta informação provém do último censo do ensino superior em 2014. A lei tem estimulado a demanda por cursos de formação de professores a distância.
Há 20 anos, a LBD (Lei de Diretrizes e Educação Básica) estipulava que os professores da educação básica deveriam ser formados. O censo da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) afirma que, como muitos professores já frequentaram aulas sem diploma universitário, os cursos a distância têm se mostrado uma boa escolha - a maioria dos alunos da EAD no Brasil trabalha e estuda ao mesmo tempo.
Luís Cláudio Dallier Saldanha, Diretor de Atendimento Educacional da Estácio, disse que, de fato, a educação a distância tem se fortalecido no Brasil justamente pela necessidade de formação de professores. “Com o passar do tempo, os cursos a distância foram estendendo-se a várias áreas. Saldanha disse:“ Além dos graus, há outra ideia. Nos últimos cinco anos, o governo avaliou o número de matrículas em cursos a distância - um aumento de 26,71% de 2010 a 2014. O número de professores inscritos em cursos de formação presencial neste período aumentou 0,12%. É mais fácil do que fazer cursos presenciais à distância? Andréa Chiarioni, 41, disse: “Alguém acha muito errado”. Ela está iniciando os estudos no terceiro ano do curso de formação de professores de ciências naturais e matemática da Univesp (Universidade Virtual de São Paulo). Oferecido em 2008 como curso de pós-graduação para professores.