Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 08/12/2020

Promulgada em 1988, a Constituição da República Federativa assegura a todos o direito à educação, igualdade e bem-estar social. Entretanto, a falta de qualidade do ensino superior a distância impossibilita que esse direito constitucional seja efetivado. Nessa perspectiva,  convém avaliar os fatores que favorecem essa conjuntura.

Sabe-se que a educação é primordial para o progresso de uma nação. Hodiernamente, o Brasil possui uma das maiores economias do mundo, seria coerente pressupor que dispõe de um eficiente sistema público de ensino remoto. Todavia, a realidade é discrepante e reflete no baixo rendimento acadêmico, de acordo com o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes ,ENAD, apenas 25% dos alunos do EAD obtiveram médias acima de 50 pontos. Diante disso, é inadmissível a negligência governamental com essa parcela populacional.

Além disso, convém ressaltar, ainda, a pandemia como agravante desse impasse. Durante a crise sanitária de gripe espanhola em 1918, as escolas e universidades suspenderam às aulas temporariamente no Brasil. Presentemente, o Estado brasileiro, majoritariamente,  permanece com as aulas do ensino superior de maneira remota. Contudo, os docentes que outrora ministravam presencialmente não estão preparados para a nova modalidade. Em razão disso, é indispensável a intervenção governamental.

Destarte, entende-se que medidas são essenciais para solucionar essa realidade. Logo, cabe ao Ministério da Educação investir no ensino a distância, por meio de cursos que capacitem os professores do ensino presencial à nova modalidade em plataforma online disponibilizados no portal do MEC, para professores de todos os níveis de ensino, de instituições pública ou privadas, bem como fornecer recursos tecnológicos como notebooks e tabletes para lecionarem com maestria. A fim de que o desempenho acadêmico via EAD seja aprimorado e efetivado o direito à educação de qualidade para todo cidadão brasileiro.