Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 10/12/2020

Graduação. Tecnologia. Facilidade. Essas são algumas das palavras que designam o atual cenário do Ensino a Distância (EAD), o qual, por meio do estudo online, viabiliza o contato de milhares de indivíduos com o diploma da faculdade. Em relação a sua qualidade, se por um lado a educação remota permite a flexibilização de local e horário, por outro ela compromete a eficiência da formação profissional.

Mormente, é imprescindível destacar que os cursos ofertados na modalidade EAD proporcionam um maior alcance de brasileiros graduados no ensino superior. Segundo o sociólogo Kant, o homem não é nada mais do que a educação faz dele. À vista disso, o ensino a distância facilitou a vida de pessoas ocupadas, que moram longe da faculdade ou que possuem algum outro tipo de impedimento para o acesso diário das salas de aula. Assim, através desse mecanismo, muitos estudantes são capacitados, conseguem se formar e conquistar uma perspectiva mais positiva em relação ao futuro de suas carreiras.

Em contrapartida, o modelo não-presencial é desprovido da mesma interação social que o ensino presencial detém. De acordo com o educador e autor Paulo Freire, o diálogo é a base para a colaboração. De maneira análoga, a falta de contato e de debate entre alunos em sala de aula prejudica o desenvolvimento estudantil e a formulação de dúvidas, uma vez que não existe o compartilhamento de ideias, além de não haver o acompanhamento constante do progresso acadêmico pelos professores. Sob esse viés, entende-se que tal aspecto negativo compromete a excelência profissional dos formados pelo EAD.

Diante do exposto, urge portanto, medidas para a resolução do impasse. Desse modo, embora seja uma excelente ferramenta, o ensino a distância sozinho não possui a mesma capacidade do ensino presencial em graduar bons profissionais e, logo, deve ser aprimorado. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei entregue à câmara, determine que o ensino EAD seja híbrido, de forma que organize as aulas que demandam maior interação com a sala de aula como presenciais e o restante delas sendo estipuladas como online. Dessa maneira, serão formados ótimos acadêmicos.