Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 15/12/2020
Previsto nos Direitos Humanos, adotados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, o direito à educação é inerente ao ser humano. Com a globalização dos recursos eletrônicos, no Brasil, parte dos estudantes de ensino superior optou pela Educação a Distância (EAD) como uma diferente forma de exercer os estudos, caso que é evidenciado pelo aumento de mais de 27%, entre 2016 e 2017, de ingressantes nesse meio de ensino virtual, de acordo com o site A Gazeta. Entretanto, o EAD apresenta problemas em relação à qualidade, como a queda de desempenho dos alunos e a dificuldade de acesso à internet por parte do corpo discente.
Primeiramente, a queda de desempenho na aprendizagem é um problema expresso por aqueles que estudam em modalidade não-presencial. De acordo com uma pesquisa realizada pela organização Todos pela Educação, pós conclusão de faculdade, nas avaliações do Ministério da Educação (MEC), a qualidade dos alunos que cursaram EAD é menor em relação aos que concluíram presencialmente. Apesar do aumento entre os estudantes de curso superior a distância, denota-se um decaimento de desempenho e, consequentemente, ocorre um declínio na qualidade do EAD, pois há menor aprendizado.
Ademais, a falta de tecnologias modernizadas desde a Terceira Revolução Industrial, como a Internet, é outro desafio exposto pela educação a distância, pois, segundo o site Canaltech, 25% dos brasileiros não possuem acesso à internet. Estudantes por EAD que buscam formação acadêmica visam a interligação prática do estudo com a rotina, exercendo o direito à educação previsto pela ONU. Porém, essa democratização do ensino por meio de plataformas online é limitada pela falta de internet em diversas regiões do país, consequentemente favorecendo a diminuição de qualidade do ensino superior a distância.
Portanto, para que haja melhoria na qualidade de ensino superior não-presencial, medidas devem ser tomadas. O governo, em parceria ao Ministério da Educação, poderia supervisionar e reforçar o cumprimento dos requisitos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação pelas instituições, estabelecendo maior segurança sobre o nível de aprendizagem dos alunos. Além disso, deve-se ampliar a acessibilidade à internet entre os municípios brasileiros, com contruções e instalações de sistemas de conexão. Tudo isso por meio de verbas públicas destinadas à educação e infraestrutura. Dessa forma, espera-se a melhora na qualidade do ensino superior não-presencial, permitindo que os alunos exerçam o direito à educação declarado pela ONU, utilizando de recursos provenientes da Terceira Revolução Industrial.