Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Com o desenvolvimento das tecnologias no mundo atual, houve engrandecimentos em diversas áreas, como na comunicação, economia e, principalmente, na educação. Diante desse contexto, a qualidade do ensino superior à distância no Brasil encontra-se prejudicada, pois não só evidencia a grave desigualdade social, como também, essa nova forma de educar sofre com os preconceitos no mercado de trabalho.

Nesse sentido, está claro que a desarmonia social presente no país afeta a qualidade no ensino a distância. Isso se ilustra, por exemplo, pelos dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância, os quais dizem que 5 milhões de crianças e adolescentes não têm acesso à internet em casa no Brasil. Essas porcentagens ajudam a mostrar que, apesar do ensino a distância ser uma forma fácil de conciliar os estudos com a vida pessoal, muitos brasileiros têm a dificuldade de acessar o conteúdo das aulas, pois não possuem o material eletrônico necessário para estudar dessa forma. Isso é preocupante, porque a educação online é a única possibilidade de estudo de muitos indivíduos e as desigualdades sociais colocam essa e a qualidade de ensino em “xeque”.

Além disso, por ser uma nova maneira de educação, o estudo a distância ainda sofre com o preconceito no mercado trabalho. Esse fato foi comprovado pela fala de André Ferragut, gerente de recrutamento da Hays, que disse que, apesar de cada vez mais aceito, o ensino não presencial gera desconfiança sobre o quanto o curso exige do aluno. Ademais, algumas empresas julgam que o aluno formado em ambientes virtuais é “preguiçoso”, pois esse realiza os estudos em casa, o que é uma visão muito equivocada. Com esse preconceito, a qualidade de preparação para a vida trabalhista por meio dos estágios é prejudicada, porque ainda não há total confiança das empresas nessa nova forma de educar a população e, com isso, as condições dos cursos online também são dificultadas.

Portanto, a qualidade do ensino superior à distância precisa ser melhorada, pois sofre com fatores, como a forte desigualdade social e, também, com o preconceito no mercado de trabalho. Para amenizar o problema, o Ministério da Educação deve investir no suporte aos alunos com dificuldade de acesso às aulas online, por meio de fornecimento de materiais para o curso, como livros, aparelhos eletrônicos e melhor conexão à Internet. Dessa forma, mais alunos terão a possibilidade e incentivo aos estudos. Além disso, as faculdades que contam com os cursos não presenciais devem criar propagandas televisivas, vídeos e publicações nas redes sociais, explicando sobre o ensino a distância funciona e provando que essa forma de educação é realmente eficiente. Assim, as empresas terão mais informações sobre os novos trabalhadores formados e contarão com uma maior mão de obra.